
T1 30m2, 2024
60 X 60 cm
Coleção da Fundação Bienal de Arte de Cerveira
No âmbito da programação dos “Dias dos Municípios na Assembleia da República”, cuja próxima edição será dedicada a Vila Nova de Cerveira, a Fundação Bienal de Arte de Cerveira apresenta, na Casa da Democracia, de 16 de abril a 17 de maio de 2026, uma mostra representativa da sua coleção, reunindo 27 obras de 25 artistas.
Fundada em 1978 por Jaime Isidoro, a Bienal Internacional de Arte de Cerveira afirmou-se como um espaço pioneiro de encontro entre artistas, linguagens e geografias, desempenhando um papel determinante na afirmação da arte contemporânea em Portugal. A sua génese encontra-se associada à ação de artistas como Jaime Isidoro (criador do evento), Henrique Silva e José Rodrigues, figuras centrais na consolidação deste projeto.
Com curadoria de Mafalda Santos, a seleção que será apresentada convoca esse legado, propondo uma leitura que articula memória, continuidade e transformação. A exposição estrutura-se a partir de um arco temporal que atravessa quase cinco décadas de produção artística – desde obras fundacionais da década de 1970 até incorporações mais recentes da coleção. Este percurso permite observar não apenas a evolução das práticas artísticas contemporâneas, mas também o modo como diferentes gerações de artistas dialogam entre si, refletindo transformações estéticas, sociais e culturais que marcaram a arte das últimas décadas.
As obras iniciais testemunham o contexto artístico português do período pós-Revolução de Abril, marcado por intensa experimentação e abertura, no qual pintura, desenho e escultura assumem um papel central enquanto campos de investigação e liberdade. A partir desse núcleo fundador, o percurso evidencia a consolidação de novas abordagens pictóricas e conceptuais nas décadas seguintes, numa transição que encontra continuidade em artistas como Miguel d’Alte, Pedro Cabrita Reis, Pedro Calapez e Sobral Centeno, cujas práticas expandem e complexificam o entendimento da pintura e da imagem.
Mais do que uma abordagem estritamente cronológica, a mostra propõe um cruzamento de temporalidades e linguagens, afirmando a coleção como um arquivo vivo da criação contemporânea e refletindo a vocação internacional que caracteriza a Bienal Internacional de Arte de Cerveira.
Artistas representados: Ana Hatherly, Ana Maria Pintora, Ana Vidigal, Ângelo de Sousa, António Sampaio, Francisco Vidal, Graça Martins, Henrique Silva, Inês Norton, Inez Wijnhorst, Jaime Isidoro, José Rodrigues, Miguel d’Alte, Nicoleta Sandulescu, Nettie Burnett, Pedro Cabrita Reis, Pedro Calapez, Renée Gagnon, S4RA, Samuel Rama, Scoditti, Sofia Saleme, Sobral Centeno, Tito Senna, Zadok Ben-David